
Ao que parece o Charles Chaplin, anos após a criação da sua personagem ‘Charlot‘, entrou num concurso em Montecarlo, para imitador / duplo dessa mesma personagem.
Nessa altura a personagem ‘Charlot’ era muito conhecida.
No entanto, Chaplin ficou em segundo.
Mas vejamos, se ele a criou, então a ideializou e conhece toda a sua profundidade. Mais do que qualquer outro, consegue evoluir e crescer a sua personagem para novos patamares.
Ora, o que deve ter acontecido (e estou a especular) é que enquanto o juri do concurso estava ‘prisioneiro’ de uma imagem estática da personagem, Chaplin fez crescer a sua personagem.
Logo não lhe era possível voltar a trás. Ele estava muito mais à frente. A sua personagem já não era aquilo em que o juri se baseava.
Perdeu, mas ainda bem. Se tivesse ganho, ele é que estava prisioneiro da sua própria personagem. Estaria como nós quando pensamos nele: Só vemos Charlot…
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