Quero um faruco que não dance, s.f.f.

A moda dos carros transformantes parece que veio para ficar. Desde o filme dos ‘Transformers’ baseado na série animada homónima de há vinte anos anos, até a anúncios da TV, o transformismo chegou e está de vento em popa.

Pessoalmente, vi a série na minha infância e do que me lembro os episódios eram repletos de transformações e a história, bom… ficava para segundo plano. Mas não importava, porque o que nos motivava era a novidade e o sonho de algo se poder tornar em outra coisa… diferente. Hoje em dia continua assim para muitas séries de ‘bonecos’ e até mesmo o ‘Pokemon’ tem o seu tipo de transformação…

Mas o que queria falar é que analisando a questão da transformação, esta revela-se superficial. Será que eu quero andar, ou sequer ter, um carro que se transforma e dança? Será útil? Será exequível? Será que sequer vale a pena enquanto imaginário? Já não sei. Mas sei algo: não são anúncios como o da Citroën que farão gostar mais desta ideia. Para ser simples e directo: os anúncio não valem nada.

As próprias empresas já perceberam que o tema é superficial. Que na verdade não traz mais valia. No entanto, e apesar disso, gostam de explorar a saudade de muitos que, como eu, viram a série e acharam a melhor coisa do mundo. É o caso da Chevrolet: Decidiu-se a publicitar um carro que não se transforma, usando para isso o lado estúpido da transformação de um carro. No entanto, ao introduzir a ideia de transformação, continua a fazer referencia ao nosso imaginário da infância. Espertos.

Vejam só que até já os aviões se tranformam! Isto deve ser uma mina de ouro!!

Mas eu só digo: Quero um faruco que não se transforme e, já agora se puder ser, que não dance, se faz favor.



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